O que pretendemos fazer?

1- Construir  gratuitamente uma tenda Yurt

2- Doar equipamentos necessários para funcionamento de um negócio compartilhado baseado no benecifiamento da farinha de mandioca

3- Treinar uma equipe cíclica de 16 jovens que receberão a integralidade dos resultados obtidos

Uma das mais belas formas de auxílio é a oferta  generosa das ferramentas para construção da independência pessoal e comunitária. Aos povos rurais, por questões históricas e políticas,  tais  ferramentas  foram por vezes negadas. Nada mais justo que auxiliar a obtenção dos conhecimentos e ferramentas capazes de libertar economicamente e tirar a pressão sobre o meio ambiente da localidade. 

Indivíduos e comunidades empoderadas conseguem rentabilizar insumos locais até seu ponto de maior valor. Isso gera uma cadeias de produção mais menor (sem transporte a outros centros de processamento), valor agregado maior e menor pressão ecológica. 

 

Esse projeto visa auxiliar um grupo de jovens empreendedores sertanejos a gerar uma linha direta de produção da macaxeira in natura até sua ponta final (o prato do consumidor), sem intermediários, com respeito ecológico e cooperativismo.

 

A organização Salve Sertão, com apoio técnico do Sítio Piutá - Escola de Permacultura acredita que no poder da cooperação, fraternidade e sustentabilidade no desenvolvimento dos novos negócios do futuro, sem perder contato com os saberes e técnicas úteis legadas pelas tradições e costumes. 

Como Vamos fazer?

1 - Através de financiamento colaborativo vamos arrecadar o material necessário

2- Abrir edital público e de ampla concorrência para selecionar os 16 primeiros jovens, prioritariamente de escolas técnicas em zona rural.

3-Treinar e executar junto com eles o projeto piloto

4- Acompanhar resultados  e promover adaptações necessárias

5- Garantir a transição  cíclica para o próximo grupo de 16 jovens no proximo ano .

A presente proposta trata justamente disso:  oferecer apoio técnico e material  de construção necessário  para desenvolvimento de um negócio social que vai impactar diretamente as vidas de 16 estudantes e  indiretamente toda uma comunidade. O Grupo será escolhido através de edital aberto, público e de ampla concorrência, com igualdade absoluta de condições e meios. 

     Sem perder contato com as sabedorias tradicionais  e estratégias produtivas ambientais,  desejamos oferecer gratuitamente a construção de uma casa de farinha  juntamente com uma loja de produtos derivados da mandioca e outros ingredientes naturais locais.  A ideia é a construção de um ciclo fechado,  desde o beneficiamento da Mandioca In Natura até o consumidor final,  beneficiado com produtos finalizados e artesanais,  tais como bolos,  tapiocas,  beijus, chips, polvilho, etc. Será um modelo integrado entre loja e fábrica.

     Nossa proposta visa doar a propriedade, que será administrada em ciclos de um ano.  Será uma propriedade compartilhada  entre eles, no formato de  cooperativa, divisão igualitária de rendimentos,  horizontalidade nas decisões  e sustentabilidade ambiental. 
 

O que esperamos conoseguir?

1- Desenvolver um real projeto de empreendedorismo ambiental 

2- Ensinar na prática sobre os desafios de montar um negócio físico e virtual atualmente

3- Construir uma fonte de renda adicional e repartir de maneira cooperativa

4- Apresentar e abrir portas para um novo universos de negócios ecológicos e colaborativos.

5 Respeitar valores e técnicas tradicionais  somadas a novas teclogogias e comunicação virtuais

É estratégico a escolha da mandioca como insumo principal,  já que trata-se de uma planta brasileira que ainda é  em grande parte, a base nutricional de uma imensa parte da população brasileira.  Sua versatilidade e capacidade de integrar diversos modelos produtivos são notórios.  Grande parte das pequenas famílias de agricultores do Brasil ainda se dedicam à ela,  entretanto ainda estão presas  a um modelo produtivo incompleto,  já que na maioria das vezes apenas fornecem a mandioca in natura  para grande centros de processamento,  que depois de a beneficiarem,  remetem ainda para outros centros de produção e finalmente para o consumidor.  O pequeno agricultor  vende o produto In Natura e não der tempo toda a cadeia de beneficiamento,  por falta de apoio técnico e Logístico. 

 

A verdadeira Independência e revolução da agricultura está em oferecer o pequeno agricultor a capacidade técnica de intervir em todo o processo produtivo do insumo. P.ex., da macaxeira ao bolo  e não apenas à farinha.  Nesse sentido ele consegue agregar e receber todo o valor da cadeia produtiva.

 

Nossa proposta parte da valorização do plantio de mandioca já existentes na localidade;  beneficiamento local com as melhores técnicas e máquinas disponíveis;  produção de alimentos com alto valor nutricional e sabor com apoio de chefes  de cozinha renomados; embalagem/logística e tecnologia integrada à internet  e contato direto com consumidor final. 

Nosso apoio técnico visa  criar funcionalidade e sustentabilidade ao fluxo de atividades  que abranjam toda cadeia de beneficiamento da mandioca,  até sua venda final ao consumidor. Mas sem perder o contato com as tradições locais,  culturais e legislação específica para esse tipo de produção.

 

O que observamos atualmente é que as casas de farinha são locais de beneficiamento das raízes,  mas que geralmente não estão preparadas também para serem pontos de  atração turística e venda.  Queremos mudar essa realidade.

 

Também observamos que a maioria das iniciativas de empreendedorismo são individuais. Isso acaba sendo uma desvantagem, por perder a força da coletividade.  Na antiga tradição a casa de farinha era quase que o centro da comunidade.  Buscamos resgatar isso.

 

  Sem perder de vista que o produto final deve chegar ao consumidor com  segurança e qualidade. Deve haver por parte das farinheiras a adoção das boas práticas de fabricação, aumentando assim a qualidade e o tempo de validade do seu produto e criando um cenário econômico e produtivo sustentável cíclico,  que que possa transformar  a realidade desses 16 estudantes e  indiretamente da sua comunidade.

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A

EQUIPE

 Em 9 anos de existencia, já são centenas de comunidades, no Brasil e na Afríca, visitadas e beneficiadas . ​Algumas com donativos e outras com construções e donativos.

O registro do nosso trabalho pode ser verificado nas redes sociais abaixo ou clicando nas fotos da galeria abaixo.

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Equipamentos necessários

para essa Ação Solidária

Porque usar mandioca?

Vantagens

1-

 O beneficiamento envolve várias etapas,  como descascar,  ralar,  prensar,  peneirar,  torrar e  depois de chegar  amo farinha da mais alta qualidade,  com ela,  produzir bolos,  tapiocas,  chips, etc,  com o acréscimo de outros produtos locais,  tais como maracujá,  Pitanga,  acerola, etc,  que possam gerar ainda mais valor agregado.  tudo em uma cadeia  completa  de produção e respeito ecológico.

     A recepção das raízes vai sempre atender a produção local,  e armazenada em local coberto arejado evitando assim apodrecimento por umidade.
     O descascamento  será feito por maquinário gratuitamente fornecido,  potencializando assim uma das etapas mais longas  e causando dinamismo e velocidade na produção,  além de evitar problema de saúde dos trabalhadores.
     Após o descascamento,  é necessária uma lavagem acompanhada de uma imersão em solução 0.5 de água clorada,  o que é eliminará sujeiras e  evitará o aparecimento de bactérias.

     Depois disso  as raízes são trituradas e transformadas em uma massa.  Também será ofertado gratuitamente um ralador mecânico,  com capacidade  necessária  para produção.  Em seguida essa massa é prensada  e dela se extrai um líquido comumente chamado de goma,  que também é apta a desenvolvimento de futuros produtos.  Inclusive hoje estuda-se a viabilidade na produção de plásticos biodegradáveis com esse material.

     Segue a um peneiramento, que tem por objetivo esfarelar os torrões de massa prensada  e finalmente entramos na torração que elimina a fração restante de umidade e de manipueira.

      Geralmente nessa etapa a farinha é embalada,  entretanto em nossa proposta ela já segue diretamente para produção de comida, tecnicamente pensada por chefes de cozinha,  para que possam  desenvolver um produto de alta qualidade e sabor,  sem perder aspectos tradicionais e culturais.

    O modelo de habitação  escolhido para proteger tal empreendimento será uma Yurt.
Esse é o nome dado para a habitação tradicional do povos nômades das Estepes da Ásia Central. São utilizados há pelo menos cinco mil anos e sua estratégia de montagem ainda é a mesma.
 

 

O que é uma Yurt?

que tipo de construção vamos usar?

A primeira descrição escrita desse modelo foi gravado por Heródoto de Halicarnasso, que viveu na Grécia entre 484 e 424 aC. Entretanto ela foi a melhor solução durante milênios para pessoas que precisam tanto de proteção quanto mobilidade. 

Ela simplesmente é uma excelente idéia! Assim como na seleção natural biológica, certas idéias são tão boas que se transmitem pelo tempo e espaço. 

Heródoto descreveu o Yurt a morada dos Citas (uma nação que viveu no norte do Mar Negro e região da Ásia Central). A partir daí serviu de moradia móvel para Imperadores como Alexandre o Grande quando estava em campanha, para o Huno Gengis Khan ou para o Romano Júlio César, simplesmente ela funciona bem. 

Ela consegue manter bom isolamento térmico e hídrico; tem custo baixo custo de produção, pode ser montada e desmontada com relativa facilidade e embalada p.ex., em cavalos para outro local, em alta eficiência energética e ampla capacidade de adaptação, podendo abranger inclusive cozinhas e um segundo piso. 

Com certeza muitas das atuais regras da geometria vem do seu planejamento e execução, pois ela assume a forma de uma mandala em Octahedron. Essa sua qualidade natural acaba sendo uma incrível oportunidade em demonstrar e transmitir a parte mais bela e funcional da geometria e utilização de conceitos áureos e artísticos da matemática.

Para o presente projeto foi identificada a necessidade de área de chegada e armazenamento; área de lavagem, com uma bancada de alvenaria de 0.6mx2m, com duas cubas; área para moagem; área para prensa, com uma prensa elétrica; área para peneirar, com uma peneira de 1.5mx1m; área para o forno, com uma bancada e um fogão redondo com raio de 1.5m; Balcão, expositor e demais itens administrativos e logísticos. 
 

Como Ajudar

Em construção

Em construção..

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